Todos nós Consultores somos (ou deveríamos ser) especialistas em mudança. Nossa principal missão é mudar o "status quo", desenvolvendo nossas tecnologias, metodologias, propondo alterações de comportamento que agreguem valor para nossos clientes (ou por que não, para nós mesmos).
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Neste artigo gostaria de abordar dois temas EXEMPLO e OUSADIA, sempre sob o ponto de vista de sua importância para o processo de mudança organizacional ou pessoal.
OUSADIA
Para efeito desse texto vou definir ousadia como
aquelas atividades que não executamos normalmente . A idéia é que a título de
desafio ou provocação possamos ir além dos limites estabelecidos por nós mesmos
(a maioria) ou pelo contexto em que vivemos.
Diria que a ousadia depende basicamente de duas
dimensões: motivação para expandir os limites e coragem para cometer eventuais
erros.
Vamos a alguns exemplos:
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O leitor deve ter percebido que a foto que acompanha esta coluna não é a usual;
o colunista está se apresentando com um fantasia carnavalesca (Mangueira).
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É verdade, neste ano resolvi quebrar alguns paradigmas e desfilar em um escola
de samba. Certamente houve uma resistência inicial, logo vencida pelo desafio
de fazer, aos 55 anos, algo inusitado.
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Outro paradigma quebrado foi a inexistência de planejamento e estruturação da
"atividade"; não sabia cantar o samba, tomei contato com a fantasia 3 horas
antes do desfile. Queria testar minha capacidade de improvisação, de reação
diante do desconhecido, de convivência com a ambigüidade.
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A convivência com pessoas das mais diferentes classes sociais, unidas em torno
de um único objetivo, foi uma aula de team building
e orientação para resultados coletivos. "Você não está dançando sozinho, mas
sim na Mangueira, dizia sempre o Diretor da Ala".
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Aspecto importante foi a reversão do processo hierárquico; receber e aceitar
ordens de pessoas desconhecidas, sem questionar sua capacidade para tal;
simplesmente reconhecendo que todos eram competentes no que para mim era
desconhecido.
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Quando apareceu um problema com a fantasia, logo surgiu "D. Helena", com alguns
alfinetes, demonstrando que a grande motivação era para cooperação e não para
competição. Também ficou claro que a tecnologia precisa sempre de um
"jeitinho".
EXEMPLO
É interessante notar como ousadia gera ousadia.
Quando pensei em desfilar na Mangueira logo apareceu um casal amigo que também
se entusiasmou pela idéia, confessando que estavam precisando mesmo de um
"empurrãozinho".
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isso é verdadeiro em toda organização ou em nossa vida pessoal. As pessoas
estão em busca de alguém que incentive a realização "do sonho", não no sentido
de procurar uma liderança, mas sim na busca de companheiros para a mudança.
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Acredito que mudança depende de exemplo, de companhia, de alguém que "saia" em
primeiro lugar ou interprete nossas expectativas (independente de sua posição
"hierárquica").
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A Escola de Samba é basicamente uma atividade voluntária (algo de que muito
precisamos em nosso País); com raras exceções não se ganha nada. Aqueles que
podem, pagam para desfilar. O ganho não é o dinheiro, mas a vontade de fazer
algo novo, mostrar que pode superar desafios, realizar sonhos.
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Outro exemplo interessante é que as pessoas têm liberdade para sambar como
sabem; há pouca estruturação nessa tarefa, porém existe a oportunidade para
todos de mostrarem sua habilidade, enfatizando a importância da criatividade.
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A igualdade das fantasias em cada ala parece demonstrar que o que importa não é
a "roupa" (processo), mas a habilidade de cada um em dançar, ou expressar sua
alegria e comprometimento (produto); apontando para uma clara orientação para
resultados.
CONCLUSÃO
A experiência de desfilar na Mangueira
certamente foi inesquecível pois demonstrou que quebrar paradigmas pode ser
ameaçador no início, mas certamente muito gratificante ao final.
Que tal pensar em outros paradigmas a quebrar em
sua organização ou vida pessoal?
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Não esperar que os outros mudem, para, então, você começar a mudar.
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Discutir com seu superior a possibilidade de você treiná-lo.
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Solicitar a sua mulher que lhe dê aulas de culinária.
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Pedir ao marido para jogar futebol com ele aos sábados /domingos.
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Mudar o trajeto casa/trabalho.
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Oferecer-se para fazer trabalhos adicionais em sua organização.
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Trocar de atividades com seu (sua) parceiro(a).
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Dividir com os outros, sistematicamente, seu conhecimento.
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Prestar serviços comunitários/voluntários.
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Combinar com seu filho que você quer que ele ensine algo para você de vez em
quando.
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Trocar o lado da cama com o cônjuge.
A lista é infindável, você, leitor, pode
completá-la melhor do que o colunista.
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