Socorro!!! Será que tudo está perdido? Se outros conseguiram, por que não eu? |
Calma, sente-se, leia com atenção. É compreensível que você pense —e às vezes até acredite— que tudo está perdido, que você não conseguirá vencer. É compreensível, mas não faz sentido, se você considerar as possibilidades de transformação que estão aí, dentro de você, aguardando oportunidades para se manifestar. O mundo está mudando, desfigurando-se, e praticamente 80% de tudo o que sabíamos, ou julgávamos saber, já não serve, não se encaixa, não se ajusta nesta nova ordem, neste novo tempo. E, no entanto, as respostas estão com você, no que você faz, naquilo que fundamentalmente você é.
Você certamente conhece a frase: «Quem ama o feio, bonito lhe parece». Pois bem, é mais ou menos o que está acontecendo com pessoas que estão, vamos dizer, à beira de um ataque de nervos, estressadas, atormentadas em tudo o que são e fazem. Veja como elas vêem o mundo:
Visão do Mundo
Globalização
Significa que meus concorrentes aumentaram, estão em toda a parte do mundo, disponíveis para arrasarem comigo a qualquer momento.
As pessoas têm vez e voz nas empresas
Significa que estou definitivamente fora do páreo, porque não tenho nada a oferecer, nada melhor do que eu mesmo.
A revolução da informação
Eu estou frito, pois não tenho a menor condição de acompanhar essas mudanças.
Internet
Nem ouso tocar nisso. Definitivamente, tenho medo de máquinas, mais medo ainda que as pessoas descubram quão pífio é meu conhecimento sobre sistemas.
Reciclagem e atualização
Agora, sim. Nem sei por onde começar!!
Este é o mundo que você vê? Olha, você não está totalmente equivocado. De fato, as mudanças estão aí, acontecendo à frente de nossos narizes. O mundo está ficando pequeno, a concorrência aumentou, há uma revolução em curso no campo da informação —a qual passa, inclusive, por sua casa. é um mundo diferente daquele concebido por nossos pais, em que tínhamos sossego e tranqüilidade garantidos se seguíssemos algumas regras básicas. Hoje o mundo parece terra de ninguém, e a única regra válida é a que diz que todas as outras não servem mais. Melhor então voltar para casa, apagar a luz e dormir.
Mas...
A Saída
Mas se você quiser seguir outro caminho, há uma saída, como dissemos, aí dentro de você. Primeiro, podemos ver o mundo de uma forma. Claro que isto não significa eliminar todos os problemas, fazer deste planeta um mar de rosas. Ver o mundo diferente não significa mudar o mundo, mas, antes, transformar sua visão, sua forma de concebê-lo. (Se você conseguir trabalhar isto bem, poderá até mudar o seu passado, dando a ele um significado mais apropriado, ou mais favorável, à sua vida.)
Pois bem, não eliminamos o mundo e decidimos viver (bem) nele. O primeiro passo é assumir as transformações que estão acontecendo como parte do processo de mudança —mudança sua, de sua vida, de seu interior. O mundo muda independentemente de você querer ou não. Mas para continuar vivendo neste planeta você precisa acompanhar as mudanças —vendo-as como oportunidades de crescimento.
Segundo: acompanhar as mudanças não significa absorver tudo, a todo o instante, 24 horas por dia. Eis o mais importante: é preciso encontrar o eixo, o seu eixo, o seu caminho. A idéia é criar condições para a navegação. Veja: o segredo não está em eliminar o mau tempo, mas equipar-se para navegar.
Vejamos: equipar-se significa, antes de mais nada, reconhecer-se. Ponha seus instrumentos numa mesa, numa folha de papel. Considere seus potenciais —inclusive os inativos e passivos. Exponha-se diante de si mesmo. Repense seu ser, sua postura diante do mundo, dos negócios, da família. Pense em que sentido você está em relação a tudo isto, e quanto sentido anda fazendo a vida para você. Agora, concentre-se no seu eixo. Centre-se naquilo que você, e mais ninguém, é. Relaxe. Procure suas forças, reenergize-se e foque sua mudança. Lembre-se de que, a despeito da enorme carga de informações disponíveis, você só precisa daquelas que realmente vão fazer diferença no que você faz. Sua missão é esta: identificar onde e como você faz diferença. Depois, valorizar e praticar a diferença. Eis o segredo, fazer bem é fazer com qualidade —e para isto é preciso ter qualidade nas escolhas, qualidade no comportamento, no sentido e estilo de vida que se tem, considerando, inclusive, as Sete Dimensões da vida Saudável, a saber: física, mental, emocional, espiritual, social, ocupacional e ambiental. Depois disso, centrado e dirigido com o que de melhor você é e faz, você verá que nada existe por acaso. Melhor dizendo, vai saber porque tudo faz sentido.
Só depende de você.
© Leila Navarro
Consultora do Instituto MVC