
Você, algum dia, já se sentiu frustrado porque um colega de trabalho conseguiu a posição que você tanto almejava? Você já se questionou porque seu amigo, com pouca instrução, conseguiu consolidar um patrimônio financeiro e você, com toda a sua experiência e estudo, nem mesmo tem uma casa própria? Se você já sentiu algumas dessas emoções, não se desespere!
A Inveja, um dos sete pecados capitais, é um dos sentimentos mais comuns entre os seres humanos. Seja bem-vindo ao mundo dos normais!
Mas por que essa emoção costuma ser constrangedora? Nossa cultura educacional familiar e religiosa estabelece como crença e valor que a Inveja é um sentimento a ser negado, pois é considerada uma anomalia social. Experimente em um bate-papo com alguns companheiros de trabalho dizer que sente Inveja de seu Diretor. Você estará correndo o risco de ser alvo de fofocas e receber do grupo uma atitude de isolamento por ser considerado um elemento perigoso à Organização.
Essa pressão psicológica contribui para um sentimento de culpa, quando nos flagramos invejando o poder do outro; como se isso representasse uma ameaça dolorosa à nossa auto-estima e às qualidades necessárias para a imagem de homens de bem.
É necessário livrar-se da culpa e humanizar a Inveja.
Nenhum sentimento por si só é bom ou ruim, tudo depende da forma de administrá-lo. É preciso, antes de mais nada, perceber a diferença entre a Inveja primitiva, que nos impele aos conflitos internos e corrosivos e onde a única preocupação é maldizer o sucesso alheio, da Inveja-admiração, aquela bem gerenciada, que pode nos tirar do comodismo e nos impulsionar a uma competição saudável para enfrentar desafios.
INVEJA DESTRUTIVA
- Consideramos que só o outro possui características positivas a serem admiradas.
- Sentimo-nos eternos espectadores passivos do sucesso alheio.
- Desperdiçamos tempo, deixando de viver plenamente quem somos, embutindo nossos talentos ocultos.
- Canalizamos nossa energia para destruir quem tem aquilo que ambicionamos
- Temos os desejos e não fazemos nada para objetivá-los. Perdemos os sonhos porque não investimos neles.
- Nessas circunstâncias, a Inveja é improdutiva e perniciosa, podendo gerar ressentimentos e um profundo pessimismo existencial, resultantes do complexo de inferioridade e da auto-imagem negativa Não se torne refém de sua INVEJA.
- Funciona como elemento propulsor para a mudança.
- Serve de espelho para a auto-análise.
- Estimula o crescimento pessoal.
- Aproxima-nos de quem admiramos.
- Incita-nos a lutar para conseguirmos aquilo que queremos.
- Como vemos, pode-se reescrever o roteiro final do filme imaginário “A Inveja e suas sombras” e conduzir esse sentimento para um final mais produtivo e enriquecedor.
- Realize uma auto-análise, avaliando sem preconceitos, os próprios sentimentos.
- Reconheça que ela pode ser fator de crescimento quando transformada em admiração.
- Analise racionalmente a questão: o que invejo é possível de ser conquistado? Que conhecimentos preciso obter? Que habilidades precisam ser desenvolvidas? Que atitudes desejo assumir para viabilizar meus objetivos?
- Não use a Inveja como desculpa para a inércia.
- Não sofra pelo sucesso alheio. Trace metas para atingir seus objetivos.
- Não tenha vergonha de perguntar para as pessoas, que você considera ter qualidades invejáveis, o segredo do sucesso delas.
- Conscientize-se de suas habilidades a serem exploradas e valorizadas.
- Direcione seus talentos e habilidades em seu próprio benefício.
- Tenha coragem para admitir e corrigir suas falhas.
- Avalie constantemente os resultados alcançados.
Algumas sugestões para administrar a Inveja, tornando-a um fator positivo:
Consultora Sênior do Instituto MVC,
Autor do Best Seller Comunicação sem Medo
