RH! Socorro! Precisamos de Você
Estamos vivendo hoje no Brasil uma delicada situação que merece prioridade na agenda de RH. E mais que isto: urgência absoluta. Lembrando o velho método GUT, do Kepner-Tregoe, o tema é Grave, Urgente e representa uma Tendência. A situação atual do país está levando as pessoas a uma Crise de Esperança, como há muito tempo não se via. Não cabe neste texto discutir se isto é sinistrose eleitoreira, ou não. Vale a percepção do fato por parte dos indivíduos.
A brilhante Lya Luft afirma que vivemos um momento no qual estamos no meio da crueldade, da hipocrisia, da violência, de acusações abjetas, de calúnias vis, corrupção escandalosa, de mentiras secretas e venenosas. Sergio Abranches o renomado sociólogo afirma que estamos no caminho de retorno ao velho nacionalismo autárquico, do intervencionismo, do despotismo. A Revista Veja chega a avaliar, em seu Editorial, que vivemos em um Asilo de Idéias, ou em um Parque dos Dinossauros da Inteligência.
No mundo real das empresas percebemos através de uma análise mais cuidadosa que as pessoas estão efetivamente inseguras. O jovem não tem garantia de ocupação e trabalho, muito menos de um emprego. O jovem empregado não tem garantia alguma de seu futuro. Homens e mulheres de meia idade sentem-se como velhos aos quarenta anos, um produto descartável, um fora do prazo de validade, como ouvi tantas vezes. Senhores e senhoras de cinqüenta anos estão perplexos diante do avanço da medicina que lhes estende a vida até aos noventa anos. "O que fazer com tanta vida pela frente?" perguntam-me nas conversas pós-palestras.
É neste momento que RH tem de assumir seu papel. Antes e acima de tudo de Super RH. Suas funções de ensinar, conscientizar, motivar, instigar, consolar, ser amigo e compreensivo. Ter de entrar em campo, acima de tudo com dois grandes objetivos: mostrar em profundidade a época que estamos vivendo e que flexibilidades e aptidões são necessárias para este novo momento.
É absolutamente prioritário demonstrar que O MUNDO NÃO ESTÁ PIOR, ESTÁ DIFERENTE. Por isto é preciso antenar e buscar oportunidades. É necessário retirar qualquer ranço de revolta e criar uma mentalidade favorável à adaptação quem sabe, às vezes, até dura, difícil, complexa. É indispensável elevar a vida a um status mais nobre, incutindo nas pessoas o pensamento: "A mudança e os novos desafios não podem levar embora a minha felicidade". É preciso mostrar que o diferente traz novas oportunidades. É preciso ouvir de novo Lya Luft, agora com sua receita: "Em certos momentos o que nos salva não é o amor, mas o humor". É preciso estar com boa auto-estima, melhorando a autoconfiança. Precisamos estar preparados para o novo. Precisamos estar motivados, sempre lembrando, com motivos para a ação. Seres Humanos precisam, como nunca, dos Recursos Humanos. E, se quiserem, de uma boa palestra motivacional.
Marco Aurélio Ferreira Vianna
Presidente do MVC