| Quanto Vale um RH bem Medido? |
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"POUCOS FATOS SÃO TÃO IMPORTANTES PARA A AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DAS ORGANIZAÇÕES COMO DADOS MENSURÁVEIS"
(Peter Drucker)
Ao serem questionadas sobre a forma pela qual habitualmente mediam o resultado de seu trabalho, um grupo de assistentes sociais trouxe-nos a informação de ser pela certeza do bem estar e da melhora do estado de espírito ou de saúde do empregado atendido.
Não há dúvidas sobre a necessidade de incluirmos o bem estar dos trabalhadores entre as prioridades de uma área cujas atividades estão ligadas a Recursos Humanos. Entretanto, isto não é suficiente nem impactante.
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Faz-se necessário identificar os indicadores (medidores) dos resultados, descobrir onde encontrá-los no processo produtivo, e passar a considerá-los como indispensáveis na determinação ou na contribuição para o resultado (lucro final) da organização:
- Um empregado com algum tipo de disfunção procura pelo serviço social.
- Primeira questão: qual o desempenho atual deste empregado; qual a sua posição diante de metas e objetivos de trabalho; qual o seu nível de produção e/ou produtividade? qual a perda sentida em sua área de trabalho decorrente de seu desempenho disfuncional? quanto está custando, a empresa, a queda de sua ação profissional? Vale observar que as respostas a essas questões devem vir de R.H. - chefia e de clientes.
Após o atendimento prestado ao empregado, personagem inicial desta estória, e depois de seu retorno ao trabalho, já tratado e curado da disfunção que o pressionava, queremos saber.
- qual o seu nível de desempenho - produção e produtividade, após o retorno do tratamento?
- qual o seu nível de consecução em relação a metas e objetivos, após o atendimento pelo serviço social?
- qual o valor do impacto identificado, comparando-se ao número encontrado após o atendimento, com os números disponíveis antes do atendimento?
- quanto representa o retorno do trabalhador ao seu ambiente de trabalho, sem a disfunção inicial?
- qual o custo do tratamento versus o benefício?
A existência de indicadores nas diversas áreas clientes de R.H., e que comprometem positiva ou negativamente a contribuição de sua atividade aos resultados finais da organização (lucro), deve ser clarificada e fazer parte da rotina da gestão da área. Lembremo-nos que hoje não basta a R.H. fazer um "bom trabalho"; é preciso provar isto de maneira concreta (com números).
Indicadores significativos da ação de R.H. estão colocados na empresa e não tem sido convenientemente analisados, e em alguns casos, sequer percebidos:
- qualificação e quantificação dos resultados encontrados em determinada área, antes e depois da ação de R.H., decorrentes de um processo seletivo.
ex.: a contratação de um técnico especializado para uma área, e os resultados obtidos com sua integração a equipe, ao término de sua fase experimental.
- resultados obtidos em áreas de trabalho, cujos componentes foram submetidos a programas de treinamento e/ou aperfeiçoamento.
ex.: as conseqüências no trabalho de determinado setor da empresa, após um programa de gestão do tempo, medido em números de produtividade ou de produção, ou ainda de índices de qualidade.
- impactos na produção, produtividade ou qualidade, decorrentes da ação das áreas sociais de R.H..
ex.: o exemplo citado das assistentes sociais, mencionado no início do artigo, ou ainda os resultados da campanha de prevenção de acidentes orientada pela área médica.
- redução dos custos decorrentes de propostas de mudanças tecnológicas ou de processo, a partir da ação das áreas de R.H.
ex.: o impacto nos resultados da empresa, após a transformação da área de Recursos Humanos em centro de lucros.
- definição de resultados mensuráveis nos diversos setores clientes, em conseqüência de planejamento de R.H..
ex.: comparação entre o orçamento de Recursos Humanos, elaborado de forma integrada com as áreas clientes, e a comparação dos índices obtidos (projetado versus obtido), com os anos anteriores, quando a parceria não fora ainda implantada.
- resultados diretos e números obtidos como conseqüência de mudanças na metodologia de ação na administração de recursos humanos, como por exemplo:
- redução de despesas/aumento de receitas.
- otimização de recursos.
- qualificação de mão de obra.
- revisão de processos.
- adequação de meios (ergonomia).
- gestão de projetos.
- terceirização de serviços e processos.
- reestruturação de áreas internas.
- requalificação de fornecedores.
- acompanhamento de potenciais internos.
- gestão de desempenhos.
A partir desta constatação, e usando uma linguagem administrativa do passado, que diz:
R.H. é atividade meio, ou R.H. é centro de despesas, estaremos substituindo-a por:
- R.H. é atividade produtiva, ou R.H. é atividade geradora de lucros.
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Francisco Bittencourt
Consultor do Instituto MVC - Estratégia e Humanismo
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