
O consultor Ken Blanchard juntou-se a Bob Pike - uma das maiores autoridades em tecnologia da educação - para trabalhar um paralelo entre a liderança contemporânea e ninguém menos que Jesus Cristo (Faith at Work); consideramos essa a segunda melhor palestra do evento, perdendo apenas para aquela desenvolvida por Rudolph Giugliani, ex-prefeito de Nova Iorque.
Blanchard e Pike começaram estabelecendo o que chamaram de "Quatro Dimensões da Liderança". São elas: (a) a alma, responsável pela motivação e objetivos do líder; (b) a mente, pelas concepções e crenças do líder; (c) as mãos, responsáveis pela operacionalização do que precisa ser feito; (d) os hábitos, responsáveis pelo esforço diário de se manter em direção aos objetivos que a liderança assumiu para si.
Em seguida, definiram as "7 atitudes daqueles que lideram baseados no estilo de Jesus".
Em primeiro lugar, colocam a paciência. É preciso perseverar e não desistir no meio do caminho, mesmo com as tentações demoníacas.
Em segundo a proatividade. Os palestrantes mostraram que Cristo não se sentou e esperou que o Pai e o Espírito Santo fizessem seu papel - como fazem alguns gerentes. Ele assumiu sua responsabilidade nesta Trindade e fez a sua parte.
Confiança em si mesmo foi o terceiro ponto abordado. Se você não acredita naquilo que faz, quem acreditará? Sem qualquer tipo de arrogância, Cristo convencia pela sua própria convicção.
Ter expectativas positivas sobre as pessoas também e uma característica fundamental. Neste quarto ponto, Blanchard coloca que é preciso esperar o melhor das pessoas. O filósofo Emerson já havia dito isso, mas ouvindo o veterano consultor colocar a mesma idéia em um contexto diferente e inusitado nos levou a refletir que muitos gestores acabam desconfiando da sua própria equipe. O resultado desse tipo de atitude são pessoas desmotivadas e em permanente estado de alerta contra possíveis investidas agressivas de seus superiores.
O princípio que mais gostamos - colocado em quinto lugar - foi o da humildade. A forma que Blanchard define humildade, é simplesmente genial: É a capacidade de reconhecer a importância do outro. Quantos gerentes são capazes de reconhecer que seus sucessos só são obtidos porque contam com uma equipe competente?
O sexto princípio é definido pela expressão "capacidade de compreender". Nós costumeiramente chamaríamos isso de empatia, mas o sentido que Blanchard dá ao tema é mais amplo. Ele diz que é preciso entender com a mente, o coração e a alma.
O último princípio manifesta a característica messiânica do discurso do consultor. Trata-se de acreditar. Segundo Blanchard, somente quem acredita é capaz de fazer acontecer.
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